Acabamentos antimicrobianos
O acabamento antimicrobianos pode ter natureza orgânica ou inorgânica (Gacén e Gacén, 2003). Segundo Zikeli (2006), há três formas de agregação do material antibacteriano nas fibras sintéticas:
- durante a extrusão;
- aplicando e fixando o produto durante o processo de acabamento final;
- modificando o polímero e aplicando a substância bioativa.
O composto que decidimos aplicar na coleção é a prata. Ela possui uma longa história no campo da medicina e higiene, já foi utilizada como purificadora de água, em curativos, próteses para ossos, entre outros usos. Os compostos de prata ionizam-se na presença de água e fluídos corporais. Os íons de prata (Ag+) interagem com as membranas das células das bactérias e fungos, desta forma, prevenindo sua proliferação (Lansdown, 2006), mas para o homem, aparentemente a prata possui baixo risco de toxidade.
A empresa Noble Fiber desenvolveu uma fibra de náilon (poliamida) recoberta com uma pequena capa de prata pura, ela é chamada de “X-static”. Com ela, podem ser fabricados tecidos planos e de malha. Esse tipo de fibra protege o corpo de odores desagradáveis produzidos pelas populações de bactérias.
Proteção UV
Os problemas ambientais atuais, como o buraco na camada de ozônio, cada vez mais aumentam os índices de radiação solar, ocasionando conseqüentemente o aumento de casos de câncer de pele. O sol emana 3 tipos de radiação UVC – que não chega a ser absorvida pela Terra – a radiação UVA – que causa pequena reação na pele – e a radiação UVB – o maior responsável pelo câncer de pele.
Um tecido pode ou não conter esta radiação (Ver Figura 1). São muitos os parâmetros que influenciam essa ação: porosidade, tingimento, espessura, construção do tecido, etc. Mas muitas empresas estão aplicando compostos para proteção diretamente nas fibras. São incorporados determinados pigmentos ao fluído de fiação, que contêm grupos cromóforos capazes de absorver radiação UV. (Gacén e Gacén, 2003)
Imagem 1: Incidencia solar em tecido
Fonte: Scott, (2005).
Outra técnica desenvolvida para as fibras é a utilização de dióxido de titânio, muito finamente dividido, é aplicado na proporção de 0,5%, mas que possui uma boa capacidade de proteção solar e atua como uma barreira permanente. O tamanho das partículas evita o emprego de porcentagens maiores, por ser muito maior a superfície específica das partículas e o efeito barreira da radiação UV. Essa tecnologia é aplicável a fibras de poliéster, poliamida, viscose e acrílicas. (Gacén e Gacén, 2003).
Referências -------------------------------------------------------------------------------------------------
Hipler U-C, Elsner P (eds): Biofunctional Textiles and the Skin. Curr Probl Dermatol. Basel, Karger, 2006, vol 33
Zikeli, S. Production Process of a New Cellulosic Fiber with Antimicrobial Properties. Zimmer AG, Frankfurt/Main, Germany. 2006
Lansdown , A. B.G., Silver in Health Care: Antimicrobial Effects and Safety in Use. Imperial College Faculty of Medicine, Charing Cross Hospital, London, UK. 2006
Scott, R. A. Textiles for protection. Woodhead Publishing Limited in association with The Textile Institute. Cambridge, England. 2005
Sarkar, A. K. Textiles for UV protection. Colorado State University, USA
Gacén, J.; Gacén, I.; Fibras de alta tecnologia - Universidade Politécnica de Catalunha – Espanha Tradução: PACHECO, A. S. – ABQCT - Química Têxtil - n° 71/junho de 2003.
Etters, J. N.; Novos desenvolvimentos em têxteis de alto desempenho – Universidade de Georgia – Tradução: Pacheco, A. S. – ABQCT – Química Têxtil – n°74/ março de 2004.

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